sexta-feira, 28 de maio de 2010

Tempo

“Eu não sirvo de exemplo para nada, mas, se você quer saber se isso é possível, me ofereço como piloto de testes. Sou a Miss Imperfeita, muito prazer. Uma imperfeita que faz tudo o que precisa fazer, como boa profissional, mãe e mulher que também sou: trabalho todos os dias, ganho minha grana, vou ao supermercado três vezes por semana, decido o cardápio das refeições, levo os filhos no colégio e busco, almoço com eles, estudo com eles, telefono para minha mãe todas as noites, procuro minhas amigas, namoro, viajo, vou ao cinema, pago minhas contas, respondo a toneladas de e-mails, faço revisões no dentista, mamografia, caminho meia hora diariamente, compro flores para casa, providencio os consertos domésticos, participo de eventos e reuniões ligados à minha profissão e ainda faço escova toda semana - e as unhas! E, entre uma coisa e outra, leio livros.

Portanto, sou ocupada, mas não uma workaholic. Por mais disciplinada e responsável que eu seja, aprendi duas coisinhas que operam milagres.

Primeiro: a dizer NÃO. Segundo: a não sentir um pingo de culpa por dizer NÃO. Culpa por nada, aliás.

Existe a Coca Zero, o Fome Zero, o Recruta Zero. Pois inclua na sua lista a Culpa Zero.

Quando você nasceu, nenhum profeta adentrou a sala da maternidade e lhe apontou o dedo dizendo que a partir daquele momento você seria modelo para os outros. Seu pai e sua mãe, acredite, não tiveram essa expectativa: tudo o que desejaram é que você não chorasse muito durante as madrugadas e mamasse direitinho.

Você não é Nossa Senhora. Você é, humildemente, uma mulher.

E, se não aprender a delegar, a priorizar e a se divertir, bye-bye vida interessante. Porque vida interessante não é ter a agenda lotada, não é ser sempre politicamente correta, não é topar qualquer projeto por dinheiro, não é atender a todos e criar para si a falsa impressão de ser indispensável.

É ter tempo. Tempo para fazer nada. Tempo para fazer tudo. Tempo para dançar sozinha na sala. Tempo para bisbilhotar uma loja de discos.

Tempo para sumir dois dias com seu amor. Três dias. Cinco dias! Tempo para uma massagem. Tempo para ver a novela. Tempo para receber aquela sua amiga que é consultora de produtos de beleza. Tempo para fazer um trabalho voluntário. Tempo para procurar um abajur novo para seu quarto. Tempo para conhecer outras pessoas. Voltar a estudar. Para engravidar. Tempo para escrever um livro que você nem sabe se um dia será editado. Tempo, principalmente, para descobrir que você pode ser perfeitamente organizada e profissional sem deixar de existir.

Porque nossa existência não é contabilizada por um relógio de ponto ou pela quantidade de memorandos virtuais que atolam nossa caixa postal. Existir, a que será que se destina? Destina-se a ter o tempo a favor, e não contra.

A mulher moderna anda muito antiga. Acredita que, se não for super, se não for mega, se não for uma executiva ISO 9000, não será bem avaliada. Está tentando provar não-sei-o-quê para não-sei-quem.

Precisa respeitar o mosaico de si mesma, privilegiar cada pedacinho de si. Se o trabalho é um pedação de sua vida, ótimo!

Nada é mais elegante, charmoso e inteligente do que ser independente.

Mulher que se sustenta fica muito mais sexy e muito mais livre para ir e vir. Desde que lembre de separar alguns bons momentos da semana para usufruir essa independência, senão é escravidão, a mesma que nos mantinha trancafiadas em casa, espiando a vida pela janela.

Desacelerar tem um custo. Talvez seja preciso esquecer a bolsa Prada, o hotel decorado pelo Philippe Starck e o batom da M.A.C.

Mas, se você precisa vender a alma ao diabo para ter tudo isso, francamente, está precisando rever seus valores. E descobrir que uma bolsa de palha, uma pousadinha rústica à beira-mar e o rosto lavado (ok, esqueça o rosto lavado) podem ser prazeres cinco estrelas e nos dar uma nova perspectiva sobre o que é, afinal, uma vida interessante”.



Martha Medeiros.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Estamos com fome de amor...
Arnaldo Jabor


O que temos visto por aí ???

Baladas recheadas de garotas lindas, com roupas cada vez mais micros e transparentes.

Com suas danças e poses em closes ginecológicos, cada vez mais siliconadas, corpos esculpidos por cirurgias plasticas, como se fossem ao supermercado e pedissem o corte como se quer... mas???

Chegam sozinhas e saem sozinhas...

Empresários, advogados, engenheiros, analistas, e outros mais que estudaram, estudaram, trabalharam, alcançaram sucesso profissional e, sozinhos...

Tem mulher contratando homem para dançar com elas em bailes, os novíssimos "personal dancer", incrível.

E não é só sexo não!

Se fosse, era resolvido fácil, alguém dúvida?

Sexo se encontra nos classificados, nas esquinas, em qualquer lugar, mas apenas sexo!

Estamos é com carência de passear de mãos dadas, dar e receber carinho, sem necessariamente, ter que depois mostrar performances dignas de um atleta olímpico na cama ... sexo de academia . . .

Fazer um jantar pra quem você gosta e depois saber que vão "apenas" dormir abraçadinhos,

sem se preocuparem com as posições cabalisticas...

Sabe essas coisas simples, que perdemos nessa marcha de uma evolução cega.

Pode fazer tudo, desde que não interrompa a carreira, a produção...

Tornamo-nos máquinas, e agora estamos desesperados por não saber como voltar a "sentir", só isso, algo tão simples que a cada dia fica tão distante de nós....

Quem duvida do que estou dizendo, dá uma olhada nos sites de relacionamentos "ORKUT", "PAR-PERFEITO" e tantos outros, veja o número de comunidades como: "Quero um amor pra vida toda!", "Eu sou pra casar!" até a desesperançada "Nasci pra viver sozinho!"

Unindo milhares, ou melhor, milhões de solitários, em meio a uma multidão de rostos cada vez mais estranhos, plásticos, quase etéreos e inacessíveis, se olharmos as fotos de antigamente, pode ter certeza de que não são as mesmas pessoas, mulheres lindas se plastificando, se mutilando em nome da tal "beleza"...

Vivemos cada vez mais tempo, retardamos o envelhecimento, e percebemos a cada dia mulheres e homens com cara de bonecas, sem rugas, sorriso preso e cada vez mais sozinhos...

Sei que estou parecendo o solteirão infeliz, mas pelo contrário...

Pra chegar a escrever essas bobagens?? (mais que verdadeiras) é preciso ter a coragem de encarar os fantasmas de frente e aceitar essa verdade de cara limpa...

Todo mundo quer ter alguém ao seu lado, mas hoje em dia isso é julgado como feio, démodê, brega, familias preconceituosas...

Alô gente!!! Felicidade, amor, todas essas emoções fazem-nos parecer ridículos, abobalhados...

Mas e daí? Seja ridículo, mas seja feliz e não seja frustrado...

"Pague mico", saia gritando e falando o que sente, demonstre amor...

Você vai descobrir mais cedo ou mais tarde que o tempo pra ser feliz é curto, e cada instante que vai embora não volta mais...

Perceba aquela pessoa que passou hoje por você na rua, talvez nunca mais volte a vê-la, ou talvez a pessoa que nada tem haver com o que imaginou mas que pode ser a mulher da sua vida...

E, quem sabe ali estivesse a oportunidade de um sorriso a dois...

Quem disse que ser adulto é ser ranzinza ?

Um ditado tibetano diz: "Se um problema é grande demais, não pense nele... E, se ele é pequeno demais, pra quê pensar nele?"

Dá pra ser um homem de negócios e tomar iogurte com o dedo, assistir desenho animado, rir de bobagens e ou ser um profissional de sucesso, que adora rir de si mesmo por ser estabanado...

O que realmente, não dá é para continuarmos achando que viver é out... ou in...

Que o vento não pode desmanchar o nosso cabelo, que temos que querer a nossa mulher 24 horas, maquiada, e que ela tenha que ter o corpo das frutas tão em moda, na TV, e também na playboy e nos banheiros, eu duvido que nós homens queiramos uma mulher assim para viver ao nosso lado, para ser a mãe dos nossos filhos...

Queira do seu lado a mulher inteligente: "Vamos ter bons e maus momentos e uma hora ou outra, um dos dois, ou quem sabe os dois, vão querer pular fora, mas se eu não pedir que fique comigo, tenho certeza de que vou me arrepender pelo resto da vida"...

Porque ter medo de dizer isso, porque ter medo de dizer: "amo você", "fica comigo", então não se importe com a opinião dos outros, seja feliz!


Antes ser idiota para as pessoas que infeliz para si mesmo!

sexta-feira, 21 de maio de 2010

HOJE

O que menos quero pro meu dia

polidez,boas maneiras.

Por certo,

um Professor de Etiquetas

não presenciou o ato em que fui concebido.

Quando nasci, nasci nu,

ignaro da colocação correta dos dois pontos,

do ponto e vírgula,

e, principalmente, das reticências.

(Como toda gente, aliás...)



Hoje só quero ritmo.

Ritmo no falado e no escrito.

Ritmo, veio-central da mina.

Ritmo, espinha-dorsal do corpo e da mente.

Ritmo na espiral da fala e do poema.



Não está prevista a emissão

de nenhuma “Ordem do dia”.

Está prescrito o protocolo da diplomacia.

AGITPROP – Agitação e propaganda:

Ritmo é o que mais quero pro meu dia-a-dia.

Ápice do ápice.



Alguém acha que ritmo jorra fácil,

pronto rebento do espontaneísmo?

Meu ritmo só é ritmo

quando temperado com ironia.

Respingos de modernidade tardia?

E os pingos d’água

dão saltos bruscos do cano da torneira

e

passam de um ritmo regular

para uma turbulência

aleatória.



Hoje...

 
 
 
 

quinta-feira, 20 de maio de 2010


Ao som dela...


Rainha

Céu


Dê água pra Ela beber

Dê roupa pra Ela vestir

Saúde pra dar e vender

Dê paz pra Ela descansar

Adubo pra Ela crescer

Dê rosas pra Ela enfeitar

África,

Cadê

Seu trono de Rainha

Cadê

Dona da Realeza

Cadê

Mãe da matéria-prima

Cadê

Vai levar a vida inteira pra lhe agradecer

África,

Cadê

Seu trono de Rainha

Cadê

Dona da Realeza

Cadê

Mãe da matéria-prima

Cadê

vai levar a vida inteira pra lhe agradecer

 

terça-feira, 18 de maio de 2010


Anjo Do Harlem


U2
Composição: Bono Vox / The Edge / Adam Clayton / Larry Mullen Jr



Era um dia frio e molhado de dezembro

Quando nós aterrissamos no jfk

A neve estava derretendo no chão

Em b.l.s. eu escutei um som

(de um anjo)

New york como uma árvore de natal

Hoje a noite, essa cidade pertence a mim

(anjo)



Amor da alma

Bem, esse amor não me deixará ir

Até mais

Anjo do Harlem



Terra de pássaros na cinqüênta e três

A rua soa como uma sinfonia

Nós temos John Coltraine e um amor supremo

Miles e ela tem que ser um anjo

Lady day tem olhos de diamantes

Ela vê a verdade atrás das mentiras

(angel)



Amor da alma

Bem, esse amor não me deixará ir

Até mais

Anjo do Harlem



Ela diz isto é coração

Coração e alma

Sim, sim... (sim)

Sim, sim...(agora)



Luz azul na avenida

Deus sabe que eles tem pra você

Um copo vazio, os cantos da dama

Olhos assoberbam-se como de um maníaco



Cegamente, você perde seu caminho

Nas ruas ao lado e no caminho

Como uma estrela explodindo na noite

Enchendo a cidade com luz do dia



Um anjo nos sapatos de demônio

Salvação no blues

Você nunca pareceu um anjo

Anjo do Harlem

 

segunda-feira, 17 de maio de 2010



"Não, meu bem, não adianta bancar o distante: lá vem o amor nos dilacerar de novo..."


Caio Fernando Abreu


sexta-feira, 14 de maio de 2010

Sobre nós amigas...




Amigas: Seres humanos em via de extinção.

Bolsa: Caixa de segredos, gruta da desordem, triângulo das Bermudas e arma de defesa pessoal. Acessório unissex após pisar no altar.

Casamento: Pré-requisito para esquecer as minissaias, aprender a cozinhar, dividir o banheiro, desenvolver a arte de criar mentiras e conformar-se com a monotonia sexual, tudo em troca de uma felicidade passageira. Fenômeno social que multiplica os defeitos, soma as dívidas, subtrai a liberdade e divide a identidade.

Celular: Cordão umbilical aderido à orelha. Meio de comunicação para matar o lazer e entrar em falência.

Cirurgia plástica: Garantia para vencer a lei de gravidade. Descoberta científica que amamos e negamos. Procedimento arriscado, custoso e doloroso que aumenta a auto-estima, as curvas e a libido.

Ciúmes: Demônio da alma que não desaparece nem por meio de um exorcismo. Sensação imaginária inevitável. Impulso fundamental para criar roteiros de grande qualidade e ganhar um Oscar.

Dieta: Atividade iniciada nas segundas-feiras e raramente exercida nos fins de semana. Maneira singela de amargurar-se nas férias. Sacrifício obrigatório para não dormir sozinha.

Fofoca: Poder imaginário que nos permite ver os defeitos dos outros, solucionar problemas que não são nossos e inventar os finais das histórias alheias. Via através da qual recebemos e transmitimos informação que nos faz sentir importantes por conhecer o que não é da nossa conta.

Infidelidade: Traição estrategicamente pensada e processada, difícil de esquecer, complicada de ocultar, impossível de evitar.

Lágrima: Gota de sentimentalismo que verte do olho uma vez ao mês. Nos demais dias, arma de convencimento e manipulação.

Maquiagem: Via rápida para descobrir o seu outro eu atraindo de noite e espantando de dia.

Maternidade: Milagre da vida que deteriora o corpo, aumenta a sensibilidade, afugenta o homem e tira o sono para sempre.

Orgasmo: Viagem às estrelas conduzido por um foguete humano. Segundos de explosão inesperada que ativa os sentidos e, no momento da "aterrissagem", produz uma imensa gratidão.

Salão de beleza: Local comercial onde as vidas alheias são cortadas pelas tesouras das clientes. Único lugar onde o passar do tempo perde importância para entrar sem ser convidada e gastar o que não se tem.

Sapatos: Em sentido figurado, o que é dado na cabeça dos homens para que entendam à quantas anda a relação.

Separação: Sistema efetivo para abolir o futebol, recuperar o controle da televisão e evitar as roubadas de cobertor. Doloroso mas satisfatório regresso à liberdade.

Solidão: Estado que às vezes almejamos, poucas vezes manejamos e quase nunca suportamos. Impulso primário pelo qual abandonamos o que nos convém para nos envolvermos com o que nos abandona.


P.S. Aff, mulheres... Fonte(Mdig)

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Loucos e Santos

Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila.

Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.

A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos.

Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo.

Deles não quero resposta, quero meu avesso.

Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim.

Para isso, só sendo louco.

Quero os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças.

Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta.

Não quero só o ombro e o colo, quero também sua maior alegria.

Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto.

Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade.

Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos.

Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça.

Não quero amigos adultos nem chatos.

Quero-os metade infância e outra metade velhice!

Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto; e velhos, para que nunca tenham pressa.

Tenho amigos para saber quem eu sou.

Pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que "normalidade" é uma ilusão imbecil e estéril.

Oscar Wilde

segunda-feira, 10 de maio de 2010

18 graus

Nesse final de semana houve uma brusca mudança na temperatura de Cuiabá, fez um friozinho gostoso!!!


E tive conversas e mais conversas sobre o futuro... que a Deus pertence, mas estou tentando direcionar melhor a minha parte, amadurecendo idéias que antes eram fora da minha realidade.


A ação precisa fazer parte da minha vida.


quinta-feira, 6 de maio de 2010

"Não me negue, só me reggae

Só me toque quando eu pedir

Senão pode, ferir o dia

Todo cinza

Que eu trouxe prá nós dois"...

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Trabalho....


"A maior recompensa do nosso trabalho não é o que nos pagam por ele, mas aquilo em que ele nos transforma".

John Ruskin 

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Aiiiiiiiii como é bom pular!!!!!!!!

Ontem me diverti muitoooooooo ao som dessa banda!!!

O Tempo

Móveis Coloniais de Acaju

A gente se deu tão bem

Que o tempo sentiu inveja

Ele ficou zangado e decidiu

Que era melhor ser mais veloz e passar rápido pra mim

Parece que até jantei

Com toda a família e sei

Que seu avô gosta de discutir

Que sua avó gosta de ouvir você dizer que vai fazer

O tempo engatinhar

Do jeito que eu sempre quis

Se não for devagar

Que ao menos seja eterno assim

Espero o dia que vem

Pra ver se te vejo

E faço o tempo esperar como esperei

A eternidade se passar nos dois segundos sem você

Agora eu já nem sei

Se hoje foi anteontem

Me perdi lembrando o teu olhar

O meu futuro é esperar pelo presente de fazer

O tempo engatinhar

Do jeito que eu sempre quis

Distante é devagar

Perto passa bem depressa assim

Pra mim, pra mim

Laiá, lalaiá

Se o tempo se abrir talvez

Entenda a razão de ser

De não querer sentar pra discutir

De fazer birra toda vez que peço tempo pra me ouvir

A gente se deu tão bem

Que o tempo sentiu inveja

Ele ficou zangado e decidiu

Que era melhor ser mais veloz e passar rápido pra mim

Eu que nunca discuti o amor

Não vejo como me render

Ah, será que o tempo tem tempo pra amar?

Ou só me quer tão só?

E então se tudo passa em branco eu vou pesar

A cor da minha angústia e no olhar

Saber que o tempo vai ter que esperar

E o tempo engatinhar

Do jeito que eu sempre quis

Se não for devagar

Que ao menos seja eterno assim